Serviços puxam alta na geração de empregos formais em Minas

Minas Gerais fechou o primeiro quadrimestre deste ano com saldo positivo na geração de empregos formais. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (26/5), o estado encerrou o mês de abril com a abertura de 13.492 postos de trabalho, resultado da admissão de 149.765 pessoas e do desligamento de outras 135.825. O destaque na geração de vagas ficou com o setor de serviços.

O resultado é inferior aos meses de janeiro (com saldo de 21.617 empregos), fevereiro (50.998) e março (34.940) deste ano, mas supera abril de 2020, quando o total de empregos formais abertos em Minas Gerais foi negativo em 98.969. Aquele período foi, inclusive, um dos mais críticos da pandemia no estado.

Na avaliação da diretora de Monitoramento e Articulação de Oportunidades de Trabalho da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Amanda Siqueira Carvalho, Minas tem conseguido manter um desempenho positivo na dinâmica do mercado de trabalho desde o início do ano. “Em abril, houve um novo fechamento das atividades econômicas na maioria das regiões, devido às restrições decorrentes da pandemia, mas, mesmo com esse cenário adverso, o estado continua ocupando as primeiras posições no ranking nacional de melhores saldos”, observa.

Segmentos

Por setor de atividade econômica, a maior parte dos grandes segmentos registrou desempenho positivo. Destaque para os serviços, com saldo de 5.735 postos de trabalho, seguidos por agropecuária (3.542), indústria (2.801) e construção civil (2.340).

No acumulado de janeiro a abril deste ano, o saldo de empregos formais no estado chega a 121.497 vagas. No ranking nacional, Minas ocupa a 2ª colocação, ficando atrás apenas de São Paulo, que registrou, no último mês, a criação de 30.174 postos de trabalho.

Contexto

No Brasil, segundo dados do Caged, houve geração de 120.935 empregos com carteira assinada em abril, diferença entre 1.381.767 contratações e 1.260.832 demissões. No ano, o saldo é de 957.889 empregos formais, superando o mesmo período do ano passado, que havia registrado 763.232 postos.

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