Araguari vai para a “Onda Vermelha” e mantém as atuais medidas restritivas

Estado tem 12 de 14 macrorregiões na onda vermelha do plano Minas Consciente

Na tarde desta quinta-feira, 17 de junho, foi divulgada uma nova classificação de onda pelo Programa Minas Consciente. A macrorregião do Triângulo Norte em que está o município de Araguari faz parte, recuou da onda amarela para a vermelha, a mais restritiva delas. Como a cidade já tinha deixado de ser tão flexível em relação aos serviços não essenciais e com proibição da venda de bebida alcóolica em determinados dias e horários, e mais a restrição total de circulação de pessoas entre 23h e 5h, não haverá necessidade de mudanças em relação a atual situação e nem mesmo com a publicação de um novo Decreto.

Cinco regiões do Estado que estão na Onda Vermelha (Sul, Centro-Sul, Leste do Sul, Oeste e Nordeste) deverão seguir à risca as restrições impostas pela onda vermelha, na sua totalidade, que inclui até o fechamento de academias, clubes e salões de beleza. Isso, porque os cenários epidemiológico e assistencial estão em níveis alarmantes.

No caso de Araguari e de toda macrorregião do Triângulo Norte, mesmo em nível assistencial considerado preocupante pelo grau de ocupação dos leitos, pelos dados epidemiológicos tivemos uma melhora significativa no índice de contaminação da doença. E, por isso, por pelo menos mais uma semana- até uma nova classificação – a cidade e região poderão manter as medidas atuais, consideradas pela Administração do Município significativas, por pelo menos mais sete dias, totalizando 21 dias desde a publicação do último Decreto do dia 8 de junho. Esse intervalo é considerado o ideal pelos órgãos de saúde para chegar a uma conclusão significativa sobre o resultado de medidas restritivas que foram adotadas.

A recomendação da Secretaria de Saúde e Vigilância Epidemiológica é manter o máximo possível o distanciamento social, uso de máscaras, álcool em gel e outros equipamentos de proteção. E pela Administração do Município, a qualquer momento com base no comportamento das pessoas e pelos dados epidemiológicos, novas medidas mais rigorosas poderão ser impostas através de Decreto.

Enfrentamento

Para reforçar o enfrentamento à pandemia nessas localidades com situação mais crítica, ações específicas têm sido desenvolvidas pelo Governo de Minas / Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Entre elas: transferência de pacientes, diagnóstico para ampliação de leitos, monitoramento de casos e envio de forças-tarefas para os municípios.

“Estamos empenhados para acelerar o ritmo de vacinação. Minas é o estado que mais aplicou doses. Mas é preciso que a população continue fazendo a sua parte, se protegendo e protegendo os outros. Uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento são medidas necessárias mesmo entre as pessoas que já tomaram a vacina. A pessoa vacinada pode pegar o vírus e pode transmiti-lo”, alertou o secretário de Saúde, o médico Fábio Baccheretti.

Cenário crítico x queda de indicadores

O secretário de Saúde destacou a queda na positividade dos exames para covid-19 em relação aos meses de março e abril deste ano. Também foi observada redução na solicitação de transferências por leitos de UTI. Apesar de os dados monitorados pela Sala de Situação apontarem que a incidência da doença no estado continua alta, os óbitos e a espera por leitos não acompanham a mesma tendência, o que, segundo Baccheretti, é um bom sinal. Hoje, 131 pacientes aguardam na fila por um leito de UTI para tratamento de covid.

Fábio ressaltou que os óbitos entre idosos também caíram, “o que já mostra os efeitos positivos da vacina”. Outra boa notícia é que o oxigênio já não é uma restrição para a abertura de leitos.

Força-Tarefa

O secretário de Saúde destacou ainda a atuação das forças-tarefas em 23 municípios, com o intuito de ajudar a organizar fluxos assistenciais, fazer diagnósticos sobre a situação local e propor ações para que o suporte assistencial seja garantido. Em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP), a SES-MG também tem desenvolvido ações específicas de comunicação social e distribuição de máscaras em várias cidades do interior.

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